Manutenção preventiva dos maquinários agrícolas garante eficiência e produtividade na lavoura
A manutenção preventiva dos maquinários agrícolas é indispensável para garantir a eficiência e produtividade na lavoura. A parada inesperada por oito horas de uma colheitadeira por falta de manutenção preventiva, por exemplo, pode resultar em prejuízo de R$ 530 mil. Neste período, a máquina deixa de colher cerca de 50 hectares, o que representa 3.400 sacas, considerando o cultivo da soja.
“A colheita é a fase mais esperada do ciclo do cultivo. É neste momento que o produtor vai colher seu investimento, portanto ter uma máquina com as manutenções periódicas e preventivas em dia evita imprevistos durante a safra. Uma revisão apropriada e o uso de peças genuínas é um diferencial que maximiza o potencial do equipamento”, explica Fábio Bona, coordenador de Serviços. Fábio pontua cinco dicas para evitar paradas inesperadas das máquinas agrícolas durante a safra e minimizar impactos de eventuais ocorrências:
1) Revisão pré-safra – O melhor momento para a manutenção é o período que antecede o ciclo da colheita. A substituição de componentes desgastados ou avariados garante que a máquina esteja em condição de trabalho, inclusive com fluídos e lubrificantes dentro dos seus prazos de limite de horas.
2) Inspeção diária – A inspeção de componentes e sistemas deve ser diária. A prática permite antecipar uma possível falha e programar uma manutenção, garantindo mais tempo de máquina disponível no campo e otimizando ganhos.
3) Assistência especializada – Se mesmo com as ações preventivas, o equipamento apresentar alguma ocorrência, é importante procurar pela concessionária da região para que a equipe de pós-vendas, especializada na manutenção do maquinário, faça reparos o mais breve possível e minimize os impactos de eventuais paradas.
4) Limpeza – Manter o maquinário livre de acúmulos de material e realizar a limpeza diária com ar comprimido, por exemplo, é tão importante quanto armazená-lo em uma área livre de roedores, e sem umidade elevada, que em algum momento podem danificar algum sistema e gerar um potencial de falha futura.
5) Planejamento preventivo – O planejamento preventivo das manutenções sempre será a melhor escolha. Não deixe para depois, busque o concessionário e agende a revisão dos equipamentos.
Os tratores são importantes máquinas para a agricultura. Facilitar o trabalho dos produtores e ainda auxiliar na rentabilização das culturas são alguns dos seus benefícios. Das pequenas às grandes propriedades existem tratores agrícolas ideais para cada necessidade.
Para te ajudar a entender melhor sobre essas máquinas, desde os modelos mais comuns até os critérios de escolha dos tratores agrícolas, nós preparamos este artigo com um panorama completo sobre o assunto. Boa leitura!
A importância e as vantagens dos tratores agrícolas
Um dos veículos mais utilizados na agricultura é o trator. A máquina auxilia os produtores na mecanização das tarefas, como plantio direto, mas também em atividades como arar, cultivar e plantar. Existem vários modelos no mercado, sendo que os mais modernos podem ser usados para tarefas como manutenção do plantio, distribuição de fertilizantes e outros.
Uma das principais características dessas máquinas é a versatilidade. Um trator agrícola pode desempenhar vários papéis e ainda ter ferramentas adicionadas a ele. Outro ponto que merece destaque é a potência e durabilidade. Os tratores são projetados para suportar diferentes tipos de carga com eficácia. Os modelos mais recentes ainda são produzidos de maneira que durem mais com a mais alta tecnologia, a fim de proporcionar maior precisão na sua atuação.
Funções básicas de um trator agrícola
De maneira resumida, as funções de um trator agrícola incluem tração de máquinas e implementos de arrasto, tais como arados e adubadoras. O acionamento de máquinas estacionárias como batedoras de cereais e bombas de água através de polia e correia ou da árvore de tomada de potência.
Outra função é tracionar máquinas por meio do acionamento de seus mecanismos, como colhedoras, pulverizadores, mediante a barra de tração ou engate de três pontos.
Classificação dos tratores agrícolas
Basicamente, os tratores agrícolas são divididos de acordo com o seu tipo de rodado e chassi. Quanto ao rodado, podem ser classificados como de esteira, semi-esteira e de rodas, sendo esse o último o mais comum na agricultura brasileira. A seguir você vai conhecer um pouco mais sobre os subtipos desse grupo de tratores mais popular no país!
Tratores padrão
Esse modelo possui rodas fixas e um centro de gravidade mais baixo, são muito utilizados na aragem e em outras tarefas pesadas no campo. Eles também são conhecidos como “wheatland”.
Tratores de altas safras
Os tratores de altas safras têm piso ajustável e estão a uma maior distância do solo. Costumam ser usados em culturas como do algodão e cultivos em fileiras de crescimento elevado.
Tratores utilitários
O modelo de trator utilitário tem funções que vão além das atividades tradicionais do campo. O próprio nome já sugere que esses tratores são modificados e montados para atender a diferentes propósitos. Eles atuam desde o paisagismo até a escavação e têm instrumentos acoplados, como garfos, carregadeiras e outros.
Tratores compactos
São tratores utilitários compactos, mais especificamente uma versão menor do trator agrícola, sendo utilizado para paisagismo e também administração de fazendas. Eles não são usados em plantações e colheitas comerciais.
Critérios para a escolha de um trator agrícola
Antes de escolher um trator agrícola, vale a pena considerar algumas características importantes. Por meio delas, será possível ter maior eficácia na sua utilização, aproveitando assim melhor as funcionalidades do veículo.
O primeiro ponto a ser observado é a demanda da propriedade rural em questão:
• Quais são as necessidades da lavoura? • Qual a extensão dela? • Que tipo de cultura é cultivada?
Tudo isso deve ser levado em consideração.
Só para citar um exemplo, existem tratores que são ideais para colheita em pomares e espaços menores. Por sua vez, existem aqueles com uma potência maior, que servem para grandes extensões territoriais.
Além desses pontos citados, é preciso considerar na escolha também aspectos como velocidade operacional, tecnologias necessárias para as atividades dentro da propriedade, uso de combustível, velocidade de aplicação de insumos e outros. Escolher a máquina errada pode gerar custos além do planejado e não ser exatamente o que a sua lavoura necessita.
Locação ou compra: qual vale a pena
Depois de considerar as necessidades da propriedade é hora de decidir pela locação ou compra. Afinal, qual delas vale mais a pena? Conhecer os custos operacionais é fundamental nesse processo de decisão.
O orçamento é o suficiente para arcar com os altos valores de uma compra de máquina desse porte? Qual a frequência de uso da máquina? Por exemplo, se o tempo de uso na atividade agrícola é por um curto período no ano, o aluguel costuma ser uma alternativa mais viável. Além disso, confere maior flexibilidade e demanda um investimento menor.
Por outro lado, ter um maquinário disponível é o ideal quando é necessária a sua utilização mais frequente. Outro ponto é ter o trator no período que necessitar, o que nem sempre acontece quando for alugar, visto que você depende do trabalho de outras pessoas.
Pela segurança e conforto aos produtores rurais, os tratores cabinados da Agritech têm ganhado cada vez mais espaço no mercado em diversas aplicações no campo, como, por exemplo, a pulverização.
“Nossa linha de tratores cabinados foi desenvolvida conforme as exigências das normas regulatórias vigentes, especialmente para garantir maior segurança e conforto nas operações do dia a dia do produtor”, garante Cesar Roberto Guimarães de Oliveira.
Ainda de acordo com Oliveira, estes modelos da série de tratores cabinados da marca atendem as normativas estabelecidas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho e aplicada à agricultura, conhecida por NR 31, o que deixa os agricultores amparados por lei.
“A Agritech está tão comprometida com a segurança que os nossos modelos cabinados também foram desenvolvidos com uma estrutura de monobloco de proteção contra capotamento (EPCC)”, completa Oliveira.
Tratores cabinados
Os tratores cabinados da Agritech estão disponíveis nas versões 1155 Standard, 1155SE cafeeiro, 1160 estreito, 1175 estreito, 1185 estreito, 1160 agrícola e 1185 agrícola. “Os nossos tratores cabinados atendem a diversas necessidades, garantindo conforto e segurança ao operador”, afirma Oliveira.
“A Agritech está tão comprometida com a segurança que os nossos modelos cabinados também foram desenvolvidos com uma estrutura de monobloco de proteção contra capotamento (EPCC)”, completa Oliveira.
Facilidade na aquisição
Ainda segundo Oliveira, outro atrativo dos modelos de tratores cabinados tem sido a forma de comercialização. Antes, a cabine era vista como um implemento a parte e exigia um financiamento específico para a sua aquisição. Atualmente, como os modelos são cabinados de fábrica, tudo pode ser comprado de um mesmo financiamento.
Mecanização agrícola: entenda as vantagens, o uso de tecnologias mais modernas na propriedade e as principais técnicas disponíveis atualmente
O dia a dia de quem produz é desafiador.
A execução das atividades no campo é definitiva para o sucesso ou fracasso do seu negócio.
Aumentar a eficiência dos processos na propriedade é uma necessidade. A mecanização agrícola te dá mais organização, desde o preparo do solo até a pós-colheita.
Neste artigo, você conhecerá mais sobre as técnicas de mecanização agrícola e os benefícios do seu uso. Confira!
O que é mecanização agrícola?
A mecanização agrícola é o conjunto de técnicas utilizadas no planejamento, execução e desenvolvimento dos processos de produção. Tudo isso acontece com o uso de máquinas, implementos, ferramentas ou qualquer outro meio mecânico.
Em diferentes escalas, essa mecanização já vem acontecendo desde o começo das atividades agrícolas.
Benefícios da mecanização agrícola
A invenção de ferramentas e técnicas sempre esteve ao lado de quem produz.
A mecanização é motivada por uma ou várias necessidades, e traz benefícios como:
• economia de recursos, insumos e tempo; • aumento da velocidade de execução de uma tarefa; • menor necessidade de mão de obra; • aprimoramento da qualidade e eficiência da atividade; • menos retrabalhos; • sustentabilidade ambiental e econômica;
A mecanização agrícola pode solucionar grandes gargalos da atividade agrícola. Grande parte da evolução da agricultura está ligada à mecanização.
A tendência é que essa relação também seja responsável pelas alterações futuras do meio agrícola.
A cana-de-açúcar é a terceira cultura temporária em termos de ocupação de área em solo brasileiro, atrás apenas da soja e do milho, com plantio em todas as regiões do país, principalmente na região Sudeste. São quase 8,3 milhões de hectares voltados à produção de cana.
O nível de mecanização das lavouras de cana passou a ser maior a partir da implantação do Proálcool (Programa Nacional do Álcool), uma iniciativa do governo brasileiro de intensificar a produção de álcool combustível (etanol). Desde então, as máquinas e implementos estão em constante evolução tecnológica, surgindo novos modelos, voltados à padronização de operações e maior capacidade de trabalho.
Portanto, neste artigo, iremos apresentar quais são as máquinas agrícolas usadas na produção de cana-de-açúcar. Confira!
Máquinas agrícolas usadas para produção de cana
As máquinas agrícolas são importantes desde o plantio, colheita até no transporte da cana colhida até às usinas, pois garantem qualidade e rapidez na lavoura. Conheça mais detalhes a seguir:
Operação de plantio
No plantio convencional de cana-de-açúcar, utiliza-se o implemento chamado sulcador, que melhora o enraizamento da cana-de-açúcar, dando mais estabilidade à planta na hora da colheita, o que evita o arranquio da soqueira. São implementos tracionados por trator e máquinas autopropelidas.
No entanto, a mecanização da lavoura de cana-de-açúcar está tão evoluída que o tradicional “sulcador” está dando espaço à equipamentos mais modernos.
É o caso da plantadora de cana picada que permite realizar de uma só vez esse e outros processos envolvidos nessa etapa. Elas realizam a sulcação, adubação, distribuição das mudas, aplicação de defensivos agrícolas e a cobertura dos sulcos. Estão cada vez mais modernas, permitindo maior controle da operação.
Operação de colheita
Até as décadas de 1950 e 1960, a colheita da cana-de-açúcar era feita pelo processo manual. Com o avanço da tecnologia, surgiram as colheitadeiras de cana-de-açúcar que proporcionaram melhor aproveitamento, produtividade, economia e versatilidade, colhendo de 700 a 1.000 toneladas por dia.
Na colheita mecanizada, a palha é separada dos colmos e deixada no campo para servir de proteção ao solo. As máquinas fazer o corte da base, do ponteiro e a picagem ou enleiramento dos colmos. Toda essa produção é posteriormente transferida aos caminhões que realizam o transporte até às usinas.
As colheitadeiras disponíveis no Brasil possuem pequenas variações de modelos, dependendo do fabricante, mas as características são semelhantes. Essas diferenças ocorrem em relação ao sistema de alimentação ou de transporte do material no interior da colhedora.
O plantio de soja é considerado um dos processos mais importantes da safra, influenciando diretamente na produtividade e nos lucros. Por isso, a manutenção e reparos com os maquinários são fundamentais. Atualmente encontram-se disponíveis no mercado diversas plantadeiras e tanto as novas quanto as usadas precisam de cuidados antes de entrar em campo – e até depois.
Para Roner Ludwig, regular a calibragem do dosador de adubos antes de entrar em campo e limpar as correntes da plantadeira após a temporada de uso, por exemplo, são procedimentos valiosos para o produtor.
Para ajudar o agricultor, ouvimos especialistas em maquinário agrícola para mostrar ao agricultor os cuidados necessários com as plantadeiras antes e depois da semeadura. A revisão do equipamento é indicada para verificar se existem peças desgastadas ou danificadas.
Veja abaixo algumas dicas dos especialistas:
Discos de corte: precisam estar sempre bem afiados e sem amassados para garantir que a palha seja cortada corretamente e as sementes aplicadas no lugar correto.
Para o Giancarlo Coscelli Rocco, uma observação importante é verificar se os discos estão girando facilmente, sem travamentos. “Esta é a primeira peça a entrar em contato com o solo e iniciar o processo de plantio. É fundamental que ela esteja bem regulada e afiada”, contou ele.
Limpeza do dosador de adubo: um dos cuidados iniciais é não deixar adubo no reservatório de uma safra para outra. E claro, lavar bem os reservatórios e dosadores antes de guardar a plantadeira.
O especialista Alex Johann, explica que o adubo que fica no reservatório acaba absorvendo a umidade do ar, empedrando e entupindo os dosadores. “Um problema destes pode tirar a plantadeira do campo por um dia pelo menos”, garante Johann. “O ideal é prevenir para evitar problemas maiores.”
Calibragem do dosador de adubo: assim que a máquina for a campo verificar se todos os dosadores estão aplicando a mesma quantidade do insumo, que garantirá uniformidade nas plantas ao final.
Esta regulagem é uma das fases importantes do processo, explica Roner Ludwig. “Muito produtores colocam certa quantidade de adubo e ao final percebem que nem tudo foi usado. Isso pode significar que alguns dosadores não estão aplicando a quantidade certa ”, diz Ludwig.
Calibração da dose de sementes: além da limpeza dos discos, a recomendação é para que ao colocar as sementes o produtor coloque grafite ou talco junto para lubrificar estes insumos e
O tratamento de sementes faz com que elas fiquem com uma camada fina de pó, que por sua vez absorve a umidade do ar, gerando uma camada pegajosa sobre a semente. Segundo o especialista , o grafite evita isso e facilita que as dosagens sejam corretas. “Além disso, assim como o adubo, é importante medir a quantidade de sementes colocadas em cada uma das linhas de plantio”, conta ele. “As sementes são caras e evitar desperdício é questão de gestão.”
Pontos de graxa: conhecidas como graxeiras, elas precisam receber lubrificação conforme indicação do manual do maquinário.
Cada plantadeira possui uma quantidade específica de pontos de graxa e uma periodicidade específica para ser seguida. “Seguir o recomendado pode ser a diferença entre um bom e eficiente plantio e um desgaste antecipado de peças”, relembra Johann.
Calibragem de pneus: este foi um dos pontos mais comentado por todos os especialistas. Quase sempre esquecida esta importante calibragem pode simplesmente inutilizar todos os acertos anteriores e gerar um caos no campo.
Todos os acionamentos das plantadeiras mecânicas são regulados a partir do pneu bem calibrado. Se eles estiverem murchos, a dosagem de adubo e sementes é alterada. “Um pneu descalibrado gera diferença no tamanho da circunferência, alterando diretamente a regulagem”, explica Rocco. “Sem falar na possibilidade de compactação do solo.”
Retirada da pressão das linhas de corte e de sementes: todas as máquinas possuem molas que geram pressão no corte e na linha de sementes, garantindo maior eficiência e precisão destes mecanismos. Quando se termina o plantio o correto é retirar a pressão das molas, para evitar um desgaste desnecessário no sistema.
Segundo os especialistas, muitos produtores acham isto desnecessário, entretanto é possível economizar o desgaste destas molas, retirando a pressão. “Economizar tempo e gastar com a troca antecipada de partes do equipamento. O produtor faz a sua escolha”, diz Ludwig. “Se ele aproveitar o final da safra e a limpeza do maquinário para afrouxar esta pressão, ele ganhará muito.”
Limpeza das correntes: todas as plantadeiras usam muitas correntes nas engrenagens, roletes etc. E também precisam de um cuidado especial. A falta de cuidados acaba desgastando rapidamente estes mecanismos. O ideal é a retirada de todas as correntes, lavagem, e armazenamento em óleo diesel até o próximo uso.
A dica de Ludwing é retirar todas as correntes da máquina, tomar cuidados para não trocar o lugar de cada uma quando recolocar, lavá-las e resguardá-las em óleo diesel para não ressecar, criar ferrugem e garantir a manutenção. “Isso evita o travamento ou até mesmo o arrebentamento dessa corrente na hora de usar”, garante ele. “Os danos podem ser graves, como um eixo danificado, por exemplo.”
Preparar bem a plantadeira antes de colocar no campo e seguir as recomendações de lubrificação das fabricantes irá trazer um resultado perfeito no campo e dificilmente o produtor terá problemas durante a safra. “Fazendo um bom plantio o agricultor garante sempre um ótimo potencial produtivo. A partir daí é cuidar do que já foi feito e administrar”, finaliza Rocco.
Revisão nos equipamentos agrícolas deve estar inserida no checklist para garantir bons lucros ao produtor e melhor desempenho do trator
O planejamento e a manutenção preventiva nos tratores no período pré-colheita possibilitam que o produtor evite contratempos. A exemplo da preparação da colheita de café que, dependendo da região se inicia em abril, as revisões nos equipamentos agrícolas neste período podem contribuir na garantia de bons lucros ao produtor, com produtos de boa qualidade.
Além dos tratos culturais do café ou das frutas, por exemplo, que demandam cuidados especiais na terra para assegurar a evolução de desempenho de produção, minimizando fatores externos que possam comprometer a produtividade da safra, o produtor precisa ficar atento com a revisão das máquinas agrícolas para aumentar também a produtividade da lavoura e manter a durabilidade dos próprios produtos que foram adquiridos com esforço. Além de evitar possíveis adversidades, a manutenção preventiva dos equipamentos reduz gastos.
“A manutenção preventiva minimiza o risco de a máquina quebrar durante períodos que são importantes do manejo da cultura em que ela é utilizada”, alerta o coordenador de Vendas, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira.
Além do financeiro, as inspeções de prevenção também estão diretamente vinculadas à segurança da operação e do próprio operador, pontos essenciais para um bom funcionamento da propriedade rural.
De olho na revisão
Muitos proprietários de tratores ainda têm certa resistência na hora de mandar suas máquinas para a revisão, pois acreditam que não há problema em trabalhar com o equipamento tendo seus lubrificantes e componentes vencidos.
“Sempre orientamos nossos clientes para que realizem as revisões dentro dos períodos estipulados. Frisamos que isso diminui as despesas com manutenções e aperfeiçoa a utilização das máquinas, aumentando a produção agrícola e a vida útil dos equipamentos”, ressalta o coordenador de Vendas.
Vale salientar que, se vencer o prazo estipulado para a revisão de fábrica das máquinas, as peças e produtos perdem a garantia, caso seja preciso realizar algum ressarcimento durante as revisões.
Muitos proprietários de tratores ainda têm certa resistência na hora de mandar suas máquinas para a revisão, pois acreditam que não há problema em trabalhar com o equipamento tendo seus lubrificantes e componentes vencidos. “Sempre orientamos nossos clientes para que realizem as revisões dentro dos períodos estipulados. Frisamos que isso diminui as despesas com manutenções e aperfeiçoa a utilização das máquinas, aumentando a produção agrícola e a vida útil dos equipamentos”, ressalta o Coordenador de Vendas.
Filtro de ar
Diariamente, os tratores agrícolas são expostos a condições extremas, com excesso de poeira e partículas no ar, que são aspirados diretamente pelo sistema de alimentação do motor. Pelo filtro de ar passa todo o oxigênio a ser queimado junto com o combustível. Seu bom desempenho e durabilidade dependem da qualidade do ar que é aspirado e, justamente pela importância desse ar, a manutenção deste componente deve ser realizada com muita atenção.
O filtro pode e deve ser limpo até o limite de cinco vezes, seja pelo período de horas, ou quando o indicador de restrição disparar. “É importante ter um controle da manutenção do filtro de ar, registrando itens como data da limpeza, horas e nome do executante do procedimento. Outra opção é fazer uma marca com tinta ou pincel atômico na parte frontal do elemento para indicar a quantidade de limpezas executadas”, explica Cesar.
Sistema de combustível
A revisão periódica no sistema de combustível é essencial para evitar a sua danificação e garantir o bom funcionamento do trator. Mas alguns cuidados devem ser tomados e observados rotineiramente.
Antes de dar partida no trator, é fundamental esgotar a água e demais impurezas presentes no filtro separador (pré-filtro), e observar o anel de coloração vermelha: se estiver boiando é um indicador da presença de água no combustível. A não realização da drenagem pode causar problemas sérios, como aquecimento do sistema de combustível e danificação do equipamento.
O tanque de combustível do trator deve ser vedado sempre com a tampa original para impedir a entrada de poeira ou contaminação. Além disso, ao final de cada dia de trabalho, o tanque de combustível deve ser reabastecido. Esse procedimento evita a condensação de vapor no tanque, que pode ocorrer durante a noite.
Nível de óleo
O nível de óleo lubrificante do motor deve ser verificado regularmente. Para realizar esse procedimento, desligue o motor 10 minutos antes de fazer a verificação. Com o equipamento posicionado em um terreno plano, cheque se o óleo está entre as marcações de nível máximo e mínimo na vareta indicativa. Caso esteja abaixo do mínimo, é necessário completar o nível de óleo imediatamente.
“É muito importante tomar os devidos cuidados com óleo e filtros usados. Nunca descarte esses itens no meio ambiente, pois podem causar danos irreparáveis. Óleos e filtros devem ser sempre descartados em postos de coleta autorizados”, reforça o Coordenador de Vendas.
Implementos agrícolas são os equipamentos utilizados acoplados a um trator, com o intuito de possibilitar e agilizar as etapas do processo de produção no campo, como preparo do solo, adubação, aplicação de defensivos, semeadura, entre outras.
O uso de implementos é bastante comum nas propriedades, visto que, sem eles, não há possibilidade de produzir em grandes quantidades e manter o padrão de qualidade.
Portanto, neste artigo vamos abordar quais são os principais implementos agrícolas utilizados no campo e suas funções. Confira!
Arado
O arado é um dos implementos agrícolas utilizados no preparo do solo. Ele é constituído por lâminas de metal que revolvem a camada superficial do solo, promovendo a descompactação e a incorporação de restos culturais e plantas daninhas. O objetivo é deixar o solo em melhores condições de aeração, capacidade de infiltração e armazenamento de água, além de homogeneizá-lo.
Além disso, ele também é utilizado na construção de curvas de nível e para integração de adubos e corretivos ao solo. O arado pode ser de disco ou de aiveca:
Arado de disco
É formado por discos circulares de metal que movimentam-se em giros. Os discos podem ser lisos, sendo indicados para solos mais arenosos, ou podem ter bordas recortadas, que permitem maior penetração, servindo para solos mais argilosos e com maior quantidade de palhada.
Ele tem a função de cortar, elevar e mobilizar a leiva (amontoado de terra entre os sulcos). É ideal para solos secos, duros e pegajosos, bem como para lidar com elementos como cascalhos, galhos e raízes presentes na terra. Por isso, exige maior força de tração.
Arado de aiveca
As suas lâminas apresentam uma superfície torcida, em formato em “V”, que permite inverter parcialmente a leiva cortada, promovendo melhor incorporação de restos culturais quando comparada com o arado de disco.
Ademais, por conta da sua conformação, consegue penetrar no solo sem a necessidade de peso, o que torna o implemento mais leve, não exigindo tanta força de tração. Entretanto, não é indicado para solos com pedras e tocos.
Os dois tipos de arados podem ser fixos ou reversíveis, sendo que esse último permite a movimentação do solo nas duas direções, melhorando o desempenho operacional nas manobras de cabeceira.
Grades
As grades, assim como os arados, também são implementos agrícolas utilizados no preparo do solo, principalmente em sistemas de plantio convencional. Servem para desagregar torrões, nivelar o solo, picar e incorporar superficialmente restos culturais e também insumos aplicados à lanço. O objetivo é melhorar as condições de semeadura, germinação e o desenvolvimento das plantas.
Existem grades de dentes, molas ou discos, sendo essa última a mais utilizada. As grades também podem ser niveladoras ou aradoras. A força de tração necessária vai depender do tipo e tamanho de cada grade e, de acordo com o tamanho, peso e formato dos discos tem-se uma profundidade de trabalho diferente.
Recomenda-se cautela ao realizar a gradagem, pois – principalmente em solos úmidos – pode promover o chamado “pé de grade“, isto é, uma camada de mais ou menos 5 centímetros, descontinuada do restante do solo, compactada, que prejudica a emergência de plantas, o crescimento das raízes e a infiltração de água, além de provocar erosão laminar.
Ademais, se a operação for realizada de forma inadequada, pode acarretar em alto gasto de combustível e pulverização do solo, deixando-o propenso à erosão.
Subsolador
O subsolador é um implemento dotado de hastes de metal que variam de 30 cm a 1,10 m de comprimento, utilizadas para realizar um trabalho de descompactação de camadas mais profundas do solo. Com ele, é possível diminuir a resistência do solo à penetração de raízes, o que melhora a drenagem interna do solo e o deixa mais aerado.
A subsolagem é considerada uma medida paliativa de combate à compactação do solo, além de ser uma operação de alto custo, pois demanda o uso de tratores potentes, que apresentam um grande consumo de combustível. Quanto maior o número de hastes do subsolador, maior é o gasto energético do conjunto trator-implemento e mais cara a operação.
Escarificador
O escarificador também é um implemento para preparo de solo. Assim como o subsolador, possui hastes robustas e pontiagudas. Entretanto, não atingem camadas tão profundas do solo. A operação de escarificação superficial trabalha em profundidades de 5 a 15 cm e a escarificação pesada alcança camadas de 15 a 25 cm. Já o subsolador, como citado anteriormente, trabalha em camadas de 30 a 110 cm de profundidade.
A escarificação é uma operação realizada em sistemas mais conservacionistas, como plantio direto e cultivo mínimo. Ela revolve menos o solo do que as operações de aração e gradagem, diminuindo a erosão, e também é capaz de quebrar a compactação proveniente do uso desses outros implementos agrícolas, o que aumenta a infiltração e a capacidade de retenção de água no solo.
Sua utilização não é indicada em áreas novas, com presença de tocos, raízes, touceiras de gramíneas ou infestadas de plantas daninhas.
Rolo faca
O rolo faca é um implemento composto por rolos de metal, que podem variar em tamanho e quantidade, e servem para cortar os restos culturais do cultivo anterior, impedindo que brotem novamente, o que possibilita um melhor rendimento da semeadora, pois evita embuchamentos.
Ademais, ele contribui para diminuir o tempo entre a colheita e o próximo plantio, além de acelerar a liberação de nutrientes da cobertura morta no solo. O uso do rolo faca também permite a realização de menos operações mecanizadas, o que leva a uma diminuição dos custos de produção. Ele é mais utilizado em áreas de plantio direto.
Enxada rotativa
A enxada rotativa, também chamada de rotocultivador, é um implemento composto por flanges e lâminas cortantes, que movimentam-se em giros em um eixo, em sentido transversal ao deslocamento do trator.
Ela é utilizada na etapa de preparo do solo, servindo para o manejo de ervas daninhas, incorporação de restos culturais, fertilizantes e corretivos. Ela realiza cortes superficiais no solo, o que melhora sua aeração. Entretanto, isso também causa um certo nível de pulverização do solo.
A profundidade da operação varia de acordo com o tamanho dos flanges e das lâminas, mas geralmente atuam em uma camada de 10 a 20 cm de solo. Também é possível regular a altura do implemento, levantando ou abaixando suas rodas, o que reflete na profundidade. A enxada rotativa pode ser encontrada em vários tamanhos e formatos, de acordo com a cultura.
Semeadora
Dentre os implementos agrícolas mais importantes, estão as semeadoras, que como o próprio nome sugere, são usadas para introduzir sementes no solo, de acordo com parâmetros de densidade, espaçamento e profundidade previamente determinados, seguindo recomendações adequadas a cada cultura.
Hoje em dia existem no mercado semeadoras que realizam também a operação de adubação simultaneamente com a semeadura. Esse implemento recebeu o nome de semeadora-adubadora, e permitiu agilizar ainda mais o processo de produção.
A regulagem das semeadoras e seus sistemas de dosagem de sementes é um dos fatores mais importantes para assegurar um bom estande inicial de plantas, por isso, esses implementos são equipados com sensores que permitem o monitoramento da distribuição das sementes em tempo real.
Pulverizador
Por fim, os pulverizadores são implementos que podem ser utilizados durante todo o ciclo de cultivo da lavoura. Auxiliam no combate à plantas daninhas, pragas e patógenos causadores de doenças, permitindo o controle da dosagem na aplicação de produtos fitossanitários.
Existem diversos tipos de pulverizadores, destinados à diferentes culturas e tamanhos de lavoura. Os mais utilizados são:
• Pulverizador atomizador: contém um ou mais ventiladores responsáveis pelo fluxo de ar, que pulverizam os defensivos. São muito utilizados na fruticultura.
• Pulverizador de barra: utilizado acoplado a um trator, dispõe de um tanque de volume variável e barra com bicos de aplicação. Podem ser equipados com ferramentas modernas que permitem pulverização em taxa variável, para atender as necessidades específicas de cada parte da lavoura.
Esses são alguns dos implementos agrícolas mais utilizados no dia-a-dia das lavouras do país. Com eles, é possível otimizar as operações do campo, diminuindo o tempo de execução das tarefas e permitindo o cultivo em áreas extensas.
A retroescavadeira é uma máquina pesada, que exige muito conhecimento e habilidade do operador para a realização do serviço. Sua função é de escavar, fazer a remoção ou o transporte de materiais em obras.
Esse tipo de máquina faz parte da categoria dos tratores, se diferenciando por possuir pá carregadeira na parte dianteira e escavadeira na parte traseira.
Como operar a retroescavadeira
Para ser operador de retroescavadeira, é necessário possuir um treinamento específico. A Norma Regulamentadora 11 (NR-11), que trata sobre o transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais, na qual a operação com retroescavadeira se encaixa perfeitamente, diz que o operador deve ser capacitado para a tarefa.
Por ser uma máquina pesada, grande e bastante perigosa, o treinamento é fundamental para garantir a segurança do operador e das pessoas que estão ao redor da máquina. Isso evitará condução e operação de risco.
Ação preventiva
Antes de iniciar os trabalhos, o operador da retroescavadeira, bem como o auxiliar, temos o dever de fazer uma verificação diária da máquina, checando itens como:
– Pressão dos pneus;
– Nível dos fluídos;
– Desgaste de peças;
– Componentes gerais.
Citamos agora os erros mais comuns cometidos por operadores de retroescavadeiras, mas que podem ser evitados com uma postura preventiva:
– Operar uma máquina que não tenha porte adequado ao serviço a ser realizado;
– Excesso de velocidade no deslocamento da máquina;
– Deslocar-se com a concha cheia ou elevada;
– Submergir a máquina;
– Deslocar-se com braços estabilizadores abaixados.
Ao realizar o trabalho, o operador precisa realizar uma análise preliminar dos riscos envolvidos no trabalho, fazendo uma prévia do percurso, para verificar se: