No Brasil, existe hoje uma disponibilidade muito grande de tratores, colhedoras e demais máquinas e implementos agrícolas capazes de atender a todas as atividades demandadas pela agropecuária, incluindo a parte de produção de grãos, forrageiras, florestal, hortifrutigranjeiros, pecuária intensiva e extensiva etc. Como exemplo, somente em termos de tratores, há atualmente em torno de 20 marcas ou empresas que fabricam e ou revendem aproximadamente 280 modelos de tratores com potência variando de 20cv a 600cv. Em relação às colhedoras de grãos, há menor número de fabricantes, porém há pelo menos 35 modelos dessas máquinas sendo vendidas no Brasil, com potência variando entre 150cv e 700cv. Da mesma forma, pode-se citar fabricantes de outras máquinas e implementos agrícolas desde arados, grades, escarificadores, enxadas rotativas, pulverizadores, carretas graneleiras, distribuidores de sólidos, semeadoras, plantadoras, avião agrícola, colhedoras de cana-de-açúcar, algodão, café, tubérculos, forragens, dentre outras.
Independentemente do processo agrícola a que se destina a propriedade e do tipo de agricultura praticada, familiar ou de escala, o trator ainda é a máquina mais utilizada. Assim, a primeira necessidade visa escolher, selecionar e adequar os conjuntos mecanizados (por exemplo: trator mais semeadora-adubadora) em termos de compatibilização mecânica, de potência e de capacidade de campo efetiva.
Vida Útil
A vida útil de uma máquina é obtida multiplicando-se o número de anos de uso planejados pelo número de horas trabalhadas por ano. Importante considerar no planejamento o tempo em que a máquina poderá se tornar obsoleta, mecânica ou tecnologicamente, ou seja, embora ainda esteja em perfeitas condições de trabalhabilidade, fatores mais modernos de tecnologia impedem ou, no mínimo, restringem o seu uso.
Custos Fixos e Variáveis
Há uma estreita relação entre custos fixos e variáveis e mesmo entre os custos fixos e entre os custos variáveis. Por exemplo, se o produtor atentar para realizar corretamente a manutenção programada de sua máquina (custo variável), isso provavelmente se refletirá em menor gasto com combustível e com reparos e peças (também custos variáveis). Da mesma forma, irá implicar maior vida útil da máquina (mais anos de uso ou mais horas de uso nos anos) e menor depreciação (custo fixo). Uma mão de obra qualificada, mesmo com custo pouco mais elevado, pode reduzir custos variáveis como depreciação, combustível e reparos e peças, além de propiciar mais trabalho – mais área semeada, colhida, pulverizada por hora de trabalho.
Procedência e correta especificação desses itens interfereM diretamente no desempenho dos equipamentos
Os motores possuem vários componentes, desde os mais básicos, como cilindro, pistão e biela, até específicos para cada marca e modelo, tais como bicos injetores, tubulações e filtros, e tantos outros. Todos fazem parte de um conjunto de peças responsáveis pelo correto desempenho para o qual o equipamento foi projetado.
Esses componentes devem ser sempre os recomendados pelo fabricante, conforme o instrutor de operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas e rodoviários Joel Sebastião Alves. “Do contrário, os objetivos de rendimento, desempenho e potência ficarão comprometidos e podem ocasionar quebras, rupturas e até levar ao desgaste prematuro e antecipar uma reforma completa do propulsor”, assinala o especialista.
Alves avalia que a evolução das peças de motores não foi muito significativa, pois os próprios motores de combustão interna não evoluíram como outras tecnologias, como no mundo da eletrônica. Ele pega como exemplo um computador dos anos 90 e um atual, ou um telefone celular, e tantos outros exemplos da área de eletrônica e informática.
“Os motores de combustão estão parados no tempo”, decreta. Alves, porém, reconhece que houve algumas melhorias, principalmente nos processos de fabricação e na qualidade dos materiais empregados.
Ele afirma que o advento de novas ligas metálicas, mais leves e resistentes, contribuiu para um avanço bastante significativo. Os fabricantes utilizam ligas sinterizadas com material sintético ou cerâmico, o que aumenta a vida útil do componente e possibilita trabalhar em temperaturas mais elevadas. Há toda uma nova tecnologia a ser empregada para que haja um melhor desempenho dos motores.
“Mas os motores de combustão interna estão no limite de sua capacidade operacional, por mais que se tente acrescentar ou maquiar suas aplicações, parece-me que estamos no fim de um era, pois os motores elétricos estão chegando com toda força. Ainda haverá um período de convivência entre ambos, talvez possa ser até longa”, projeta Alves.
Durabilidade e desempenho
As peças e componentes possuem papel-chave em toda a vida útil dos motores, pois garantem a durabilidade, desempenho e o menor custo de operação a longo prazo para o produtor no campo, conforme o especialista de marketing e vendas de motores AGCO Power para a Valtra, Fernando Silva. “Uma peça com defeito impacta todo o funcionamento da máquina e a operação do produtor”, alerta.
Silva conta que a evolução de peças e componentes dos motores se utilizou de novos materiais em sua composição, visando atender novas demandas de mercado em aplicações de uso severo, menor número de paradas, revisões mais espaçadas de manutenção periódica, e assim, aumentar a durabilidade de todo o conjunto.
Entre as principais inovações, ele cita os filtros de combustível, ar e óleo de maior durabilidade e maior tempo para substituição. E também elenca o kit de giro (troca somente dos componentes essenciais do motor em campo, prolongando sua vida útil), os sistemas de alta pressão de combustível (otimização de todo o processo de combustão e performance do motor) e o catalisador (redução na emissão de poluentes sem comprometer o desempenho do motor).
O especialista da Valtra acredita que o turbo eletrônico, que permite ganho de precisão na admissão de ar para o motor, otimizando a combustão e o consumo e reduzindo perdas em todo o processo de geração de energia da máquina.
Assim como o ECU (Engine Control Unit), módulo de controle do motor. “O ECU é o “cérebro” do conjunto e estará cada vez mais avançado, gerindo todos os sensores, gerando diagnósticos imediatos para o operador, mapeando o comportamento do propulsor e evitando quebras e perdas com maior autonomia”, salienta.
E assegura que os fluidos, mesmo não sendo considerados peças por alguns, serão fundamentais no futuro.
Processo de qualidade
O diretor da Unidade de Negócios de Peças de Reposição e Marketing da MWM, Thomas Püschel, frisa que oferecer peças com qualidade tem um papel fundamental, pois elas seguem um processo de validação segundo as especificações e características técnicas desenvolvidas pela engenharia da MWM.
A marca possui uma engenharia local e conta com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da América do Sul, com 25 bancos de provas, que são dedicados para o desenvolvimento de novas motorizações e para suportar o desenvolvimento de aplicações e componentes.
Püschel garante que o desenvolvimento de cada um dos componentes do motor segue os mais rígidos critérios e especificações de forma a entregar um produto dentro da potência especificada, de acordo com a durabilidade, qualidade e confiabilidade do produto genuíno.
“A utilização de peças genuínas é de fundamental importância para o bom desempenho, em termos de performance e consumo de combustível dos motores aplicados em máquinas agrícolas”, orienta.
Testes de campo
O gerente de Assuntos Corporativos e Regulatórios da John Deere para o Brasil, Luís Eduardo Ferrari, entende que a qualidade das peças e componentes são importantes para a potência e saúde dos motores de máquinas agrícolas.
“A aplicação agrícola é uma condição extremamente agressiva e o desenvolvimento adequado de peças e componentes é fundamental para garantir desempenho e durabilidade do motor”, observa.
O especialista ensina que, nessa etapa, é preciso considerar diversos fatores da vida real, como variação de umidade do solo, variações de esforço, vibrações, temperatura, poeira etc.
“Em nosso processo de engenharia experimental, os componentes passam por constantes evoluções e aprimoramentos, contando com toda nossa experiência e tecnologia a seu favor”, declara.
Ele salienta que a marca promove ensaios e testes de campo de novas tecnologias, o que eleva o padrão de qualidade e excelência, e proporciona ao produtor máquinas e implementos que ajudam a melhorar a produtividade e rentabilidade, além de impactar na redução do tempo de máquina parada.
O processo de evolução na John Deere baseia-se na experiência acumulada nos mais de 180 anos e centenas de milhares de produtos entregues para clientes em todo mundo, segundo ele.
“Temos como um diferencial o fato de sermos fabricantes de motores e máquinas, de forma a proporcionar o casamento perfeito e simbiótico entre os conjuntos”, afirma. No Brasil, a empresa propôs normas ambientais de emissões, ajudando o País a tornar-se pioneiro no assunto.
Ferrari diz que o segredo de um motor ou uma máquina completa não está em seus componentes de forma isolada, e sim na interação entre os diversos sistemas que compõem um veículo, como motor, transmissão, cabine etc.
Por essa razão, os testes virtuais e de campo fazem com que a empresa evolua de forma constante e sustentável. “Isso permite o desenvolvimento de tecnologias que vão ao encontro das necessidades de nossos agricultores e que fazem a diferença no desempenho produtivo e econômico das lavouras”, encerra.
Peças genuínas
As peças genuínas procuram garantir o atendimento das necessidades específicas do motor no que se refere a dimensões, material, durabilidade e interação do conjunto de peças que o compõem. Entre os principais benefícios do uso de peças genuínas estão a maior durabilidade e economia a longo prazo.
“Essa peças possuem um desempenho superior, possuem garantia do fabricante, asseguram a manutenção da garantia do motor e dão mais segurança ao motor/veículo/equipamento e ao motorista”, afirma o gerente de Aftermarket da Distribuidora Cummins Brasil, Marcos Azambuja.
A evolução das peças acompanha a dos motores que, ao longo dos anos, seguem em desenvolvimento na busca de melhoria de desempenho, durabilidade e redução de emissões segundo Azambuja.
“Dentre estes avanços podemos elencar ainda todos as tecnológicos ligadas as sistemas de combustível, turbo compressores com geometrias de alta performance, intercoolers e demais controles eletrônicos embarcados nos motores”, finaliza.
A Massey Ferguson apresentou o evento global Born to Farm voltado à produtores, concessionários, jornalistas e público em geral. Por meio de uma plataforma totalmente digital, foram apresentadas sete novidades (máquinas inteligentes e serviços digitais), projetadas para oferecer soluções personalizadas que se adaptem às necessidades de cada agricultor e pecuarista:
MF 6S – Compactos, leves e altamente manobráveis, são tratores multifuncionais de 4 cilindros com 135 a 200 cv e EPM.
MF 7S – Estáveis, potentes, precisos e confiáveis – Toda a potência de um trator de 6 cilindros com 155 a 220 cv e EPM.
MF 8S – Agora chegando a 305 cv com a nova transmissão Dyna-VT, a melhor relação potência/peso do mercado.
Nova série de manipuladores telescópicos ou MF TH – Mais precisão, ergonomia e conforto.
E-Loader da MF – Uma nova função de controle automático que ajuda a aumentar a eficiência, precisão, produtividade e segurança da carga.
Centro de telemetria MF Connect e centro de monitoramento MF para maximizar o tempo de atividade.
Novos pacotes de agricultura de precisão e agricultura digital para reduzir o impacto ambiental e aumentar a produtividade.
A Massey Ferguson sabe que os agricultores estão interessados na conectividade e na agricultura de precisão para reduzir o uso de insumos, aumentar os rendimentos e maximizar o tempo de atividade da frota. Ao mesmo tempo, os produtores rurais precisam demonstrar que estão reduzindo o impacto ambiental, além de cumprir os contratos de seus clientes que exigem total rastreabilidade de práticas agrícolas totalmente sustentáveis.
Todos esses lançamentos já estão disponíveis na Europa e serão gradativamente disponibilizados em cada região do mundo, de acordo com as normas e regulamentos locais de cada país. Na América do Sul, os tratores da Série MF 6S e MF 7S estarão disponíveis em 2023, enquanto a Série MF 8S estará disponível a partir de 2024, com a intenção de ser produzida localmente.
O Mahindra 6065 nacionalizado, de 65cv de potência, é o mais novo modelo da marca que já está sendo comercializado no mercado brasileiro, especialmente aos produtores rurais das regiões Sul e Sudeste.
O novo 6065 faz parte da linha 6000, lançada no início deste ano, com o modelo 6075, de 80cv de potência, o primeiro a ser comercializado. Os tratores Mahindra da linha 6000 fazem parte do programa de financiamento do BNDES – PRONAF “Mais alimentos”.
Após pesquisas e testes a campo, os modelos da linha 6000 foram considerados os tratores com o melhor custo benefício do mercado. O 6065 é equipado com a nova geração de motores agrícolas Mahindra de quatro cilindros, resultando em mais economia de combustível e um funcionamento do motor muito mais suave, se comparado com modelos da mesma categoria, de outras marcas. Possui transmissão mecânica sincronizada com reversor e redutor de velocidades (0,36 km/h) de 20 marchas à frente e 20 marchas à ré, sistema hidráulico de três pontos com excelente sensibilidade e alta capacidade de levante (2.600 kg).
O novo modelo 6065 já está disponível na Rede de concessionária Mahindra, em mais de 50 pontos de venda e assistência técnica, no Brasil.
Com o avanço da tecnologia e a crescente modernização de máquinas, a agricultura teve sua produção impulsionada através da mecanização agrícola, que consiste no planejamento, execução e desenvolvimento das operações agrícolas através de máquinas, acessórios e outras ferramentas mecânicas.
Entre esses equipamentos, está o trator, que é essencial no auxílio ao agricultor. Trata-se de uma unidade móvel de potência, formada basicamente por um motor, um sistema de transmissão, um de direção e um de locomoção. Porém, na hora de escolher qual comprar, “[…] É fundamental fazer a escolha de acordo com as necessidades, considerando alguns fatores como o tipo de solo e da cobertura vegetal, a topografia do terreno, extensão da área a ser plantada e atividade agrícola a que se destinará o equipamento.”, declara o engenheiro agrônomo Gastão Moraes da Silveira.
Os tratores agrícolas podem ser classificados de acordo com cinco critérios básicos: sistema de locomoção, tipo de chassi, tipo de tração, configuração dos projetos e natureza do trabalho que executam.
Sistema de locomoção
São de dois tipos: os de pneus (rodas) e os de esteira. Os de pneus podem ser divididos ainda em tratores de rabiças, motocultivador, cultivador motorizado ou “mula mecânica”. São usados para tracionar arados, carretas, plantadeiras e a maioria dos implementos ou alfaias agrícolas. Já os de esteira podem ser utilizados na construção de estradas na propriedade, devido à menor compactação do solo pelas esteiras.
Tipo de chassi
O chassi atribui características ao trator com relação ao peso e à potência, distribuição dos esforços e localização do centro de gravidade. São classificados como articulados ou rígidos. Podem ser de 2, 3 e 4 rodas. São transportadores de implementos e formam conjuntos combinados. A decisão sobre quantas rodas escolher varia de acordo com o porte da propriedade, pois um trator de 4 rodas, por exemplo, é mais potente.
Tipo de tração
Tração em duas rodas, tração nas quatro rodas e tração dianteira auxiliar.
Os tratores que possuem tração em duas rodas (4×2), devem ser usados em solos de textura média e em regiões onde não haja muita chuva, para não comprometer a aderência do pneu ao solo. São usados para realizar cultivos em linha de transporte.
Já os que possuem tração nas quatro rodas (4×4), são mais adaptáveis a solos pesados e garantem mais segurança em terrenos mais inclinados, não sendo recomendados para operações de cultivo, devido ao tamanho dos seus pneus.
Os que possuem tração dianteira auxiliar (4×2 aux.) se apresentam como uma alternativa intermediária às duas configurações. São geralmente mais baratos que os com tração nas quatro rodas. As duas rodas da frente são menores, sendo possível controlar melhor a direção, e ainda assim permitem maior capacidade de tração ao acionar a tração auxiliar.
Configuração dos projetos
De acordo com a configuração dos projetos em tratores convencionais e especiais no qual encontramos os porta-implementos, o reversível de uso múltiplo, o valeteador, o pulverizador, o vinhateiro, o anfíbio, o de encosta, o tipo caminhão e o tipo “trator de tráfego”. Cada um possui características específicas que devem ser levadas em conta na hora de escolher o mais adequado à sua necessidade.
Natureza do trabalho que executam
Nesse quesito, são divididos em tratores agrícolas, tratores florestais e tratores industriais.
Na hora de dirigir-se a uma concessionária para adquirir um trator, é importante conhecer a sua propriedade e suas especificidades, pois pode causar danos à sua propriedade, como por exemplo a erosão e o empobrecimento do solo, com o uso de uma máquina inadequada. A fim de produzir resultados eficientes, o trator deve ser simples, porém resistente.
Acompanhando o lançamento de seus novos tratores T8 e T9 PLM Intelligence, de alta potência, que possuem soluções inéditas de conectividade voltadas à agricultura digital, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, apresenta seus novos portais de telemetria e de suporte e treinamento – o MYPLMCONNECT e o MYNEWHOLLAND, respectivamente. Essas ferramentas vão possibilitar ao produtor melhorar o controle da frota, dar suporte às operações agrícolas e aprimorar a gestão da propriedade, com dados que podem ser acessados da própria máquina, do escritório ou da tela do seu smartphone.
Para acompanhar a evolução da agricultura brasileira e seguir inovando, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, acaba de lançar a sua nova linha de tratores de alta potência. As máquinas contam com uma arquitetura eletrônica embarcada de fábrica totalmente remodelada e voltada para a agricultura digital, conectada e de alta performance. Os tratores T8 e T9 PLM Intelligence trazem um novo conceito que busca melhorar a eficiência, entregando maior produtividade com menor custo operacional.
O PLM (Precison Land Management) Intelligence traz, entre outros benefícios, um conjunto de alta tecnologia e capacidade para atender a demanda por agricultura de precisão do campo. A conectividade total destes tratores possibilita, por exemplo, uma melhor gestão da frota, seu controle e suporte nas operações agrícolas, já que estarão totalmente conectadas com os novos portais da marca, o MYNEWHOLLAND, de suporte e treinamento, e o MYPLMCONNECT, de telemetria.
“Com essa tecnologia 100% conectada, o produtor rural vai economizar em sementes, defensivos químicos, combustível e, ao mesmo tempo, aprimorar a gestão da frota de máquinas, otimizando assim o tempo das operações agrícolas e da mão de obra, tendo sempre em mãos informações importantes que vão ajudá-lo a fazer a tomada de decisão em tempo real e gerir da melhor forma possível a propriedade”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul.
T8: potência e qualidade
A nova família T8 PLM Intelligence foi criada para atender as expectativas dos clientes que buscam tratores de alta potência. Entre os benefícios estão: a redução da janela de operação, com maior produtividade; diminuição dos custos fixos e gastos com mão-de-obra com a melhor performance do trator; conectividade e telemetria para maior controle e disponibilidade; mais conforto e ergonomia para o operador, com uma cabine com visibilidade 360 graus amigável e controles intuitivos.
Outra novidade é a transmissão Full PowerShift Ultra Command™ 21×5, que vai equipar os tratores T8.430 e T8.440. Com novos componentes e processos de montagem, a nova transmissão proporciona maior robustez e durabilidade, suportando mais peso e potência, além de garantir o máximo de conforto e eficiência. O conjunto conta ainda com o modo Autoshift (GSM), que controla a velocidade do trator e escolhe a melhor rotação do motor com a marcha adequada para a carga do implemento.
Já o eixo dianteiro, classe V, possui menor raio de giro, com ângulo de articulação máximo de 55 graus, que permite mais versatilidade e maior produtividade. A transmissão 21×5 conta com maior distância entre eixos, oferecendo melhor equilíbrio de transferência de carga e maior tração para aplicações exigentes de barra de tração pesada, evitando o efeito “galope” durante as operações.
As novas luzes de trabalho LED do T8 são perfeitas para aumentar a disponibilidade de uso do trator. Possuem maior luminosidade, durabilidade e menor consumo de energia, transformando a noite em dia. Essas características fazem do T8 um trator bastante utilizado nas áreas de cultura de soja, milho e algodão, mas também no cultivo de cana.
T9: força e conectividade
Já o T9 PLM Intelligence – máquina consagrada no mercado de tratores de alta potência – é um equipamento que atende às mais exigentes demandas de plantio e preparo de solo, mesmo com os maiores e mais pesados implementos. A nova geração do trator, que é articulado, agora está preparada para a era digital e conectada, atendendo todos os perfis de clientes, desde os que buscam maior performance com baixo custo àqueles que valorizam conectividade e serviços. Trata-se de uma máquina ideal para médias e grandes áreas e voltada para produtores que buscam a melhor performance com baixo custo operacional.
Outra característica do T9 PLM Intelligence é a nova cabine, com design remodelado. Ela foi projetada para oferecer o mais alto nível de conforto e simplicidade de operação, com controles intuitivos de última geração que podem ser facilmente customizados dependendo da operação a ser realizada.
O T9 PLM Intelligence é um trator voltado, por exemplo, para o preparo de solo, especialmente em culturas do Cerrado, como soja, milho e algodão. Por sua força, robustez – e contando com tração integral – é a máquina ideal para puxar plantadeiras maiores, por exemplo. A máquina conta ainda com controle de insuflagem em tempo real dos pneus, podendo ser aplicado também em implementos com pneus. É possível monitorar até 16 pneus simultaneamente. O sistema pode ser programado para emitir alertas em caso de baixa pressão.
O tratoré um veículo agrícola, tradicionalmente usado para mecanizar tarefas agrícolas como o plantio direto. No entanto, o trator já percorreu um longo caminho desde a sua criação como uma máquina a vapor sobre rodas durante o começo do século 19. Hoje, os tratores são usados para arar, cultivar e plantar os campos. Tratores modernos podem ser usados para uma variedade de tarefas, incluindo o cuidado de rotina com os gramados, a manutenção da paisagem, movendo-se ou espalhando fertilizantes em arbustos.
Existe uma vasta gama de modelos de tratores disponíveis hoje em dia, cada modelo sendo adequado para uma tarefa específica. Se você precisa trabalhar em um grande jardim ou uma extensa área de campo ou pastagem, um modelo subcompacto ou trator compacto vai atender aos trabalhos pesados de paisagismo e tarefas como escavação, transporte ou lavra. Um trator subcompacto é uma versão menor de um trator compacto. Ele tem potência e versatilidade para executar uma grande variedade de trabalhos em jardinagem, incluindo cobertura de roçada. Um trator compacto é uma versão menor de um trator utilitário e é ideal para tarefas de paisagismo. Tratores subcompactos e compactos têm uma potência que varia de 15hp a 40hp.
Se você tem uma pequena fazenda e precisa mecanizar tarefas agrícolas mais complexas, então você vai precisar de um trator utilitário. Tratores de serviços públicos vêm em modelos diferentes e oferecem uma potência que varia de 45hp a 110hp. Tratores usados em serviços públicos também são conhecidos como tratores a diesel, porque o diesel é tipicamente usado para abastecer esses tratores de grande porte. Há também uma ampla gama de implementos agrícolas que podem ser anexados aos tratores.
Versatilidade
Tratores estão agora sendo projetados e fabricados para serem versáteis, de modo que um trator único pode executar uma grande variedade de tarefas. Por exemplo, um trator compacto pode realizar tarefas que vão desde a jardinagem até trabalhos agrícolas simples. Você também pode anexar outras ferramentas aos tratores compactos, como carregadores frontais ou enxadas traseiras com a finalidade de executar uma gama ainda maior de operações.
Potência e durabilidade
Os tipos de tratores industriais são também tipicamente desenvolvidos para operar em terrenos acidentados e puxar cargas extremamente pesadas. O motor gera uma grande quantidade de força, tornando o equipamento eficaz. Os tratores modernos também vêm com eixos de ferro fundido que conferem mais força extra e durabilidade.
Facilidade de transmissão e operação
Você pode achar uma transmissão manual em um trator difícil de usar, mas as características de tratores modernos, tais como a transmissão Powershift e transmissão hidrostática tornam a operação muito mais fácil. Transmissão Powershift facilita o movimento mais suave, através de oito marchas na faixa baixa e oito em engrenagens de alta faixa, enquanto a transmissão hidrostática permite mudanças sem esforço na direção. Os tratores modernos também fornecem direção assistida. Alguns modelos mais avançados também são capazes de reduzir a fadiga do operador com controles exclusivos de deslocamento e uma transmissão de resposta automática.
– Para conferir o nível de óleo lubrificante no cárter do motor é necessário posicionar o trator em um terreno plano, desligar o motor por dez minutos e inserir no cárter a vareta que indica os níveis mínimo e máximo.
– Para substituir filtros descartáveis, verifique se o indicador acusa alguma restrição e não retire a peça a não ser para a troca, pois você pode acabar danificando a vedação.
– A lastragem (aumento ou diminuição do peso do trator) influencia diretamente no seu desempenho. Uma maneira simples de descobrir se a lastragem está correta é observando os rastros deixados no solo, ou seja, calculando peso (kg) por potência (cv).
– Já o avanço cinemático do trator tem o intuito de corrigir a diferença de diâmetro entre as rodas dianteiras e traseiras. Uma maneira prática de calcular o avanço cinemático é medir, em um solo firme, cinco voltas completas das rodas dianteira e traseira, com a tração ligada e, após, com ela desligada.
– Na tração de implementos, a patinagem serve como um escape em caso de esforço excessivo. Para calcular a patinagem na sua propriedade, marque uma distância de 50 metros, e conte o número de voltas com o trator com e sem a carga de implementos.
Muitas vezes, mesmo com todos os cuidados de manutenção, é necessário fazer a troca de alguma peças para que o trator volte a funcionar com toda a sua capacidade. Quando isso for necessário, é preciso escolher os componentes adequados.
Além de evitar a reutilização de peças que já tenham apresentado falhas previamente, é preciso levar em conta a potência e as especificidades de cada marca. Também é importante escolher marcas em que prevaleçam a qualidade e a tecnologia, já que estas costumam oferecer vantagens, como garantia e durabilidade.
Ainda, para assegurar a agilidade na troca de peças, é fundamental armazenar alguns componentes básicos como correias, filtros e fusíveis. Porém, esse estoque deve ser feito da forma correta, com os itens sendo organizados e mantidos em ambientes ventilados e sem umidade.
O que verificar?
Alguns componentes do trator precisam de maior atenção na hora de realizar a manutenção.
– O filtro de ar tem o objetivo de putrificar o ar dentro do motor do trator. Se não for realizada a higienização desse filtro, o acúmulo de impurezas pode levar a falha completa do motor;
– Checar constantemente o nível de óleo lubrificante no cárter do motor impede que ele pare de funcionar;
– O radiador é responsável por controlar a temperatura do motor, evitando o superaquecimento. Verificar o seu nível de água e realizar a limpeza da tela do radiador é fundamental para garantir o seu funcionamento;
– É essencial realizar a drenagem do filtro e do pré-filtro de combustível, evitando o acúmulo de sujeira, que pode resultar no aquecimento do sistema. O reabastecimento diário também é necessário para evitar a condensação de vapor no tanque, o que costuma acontecer no período noturno;
– Os sistemas de direção e transmissão (principalmente as caixas do diferencial e de marcha) costumam apresentar vazamentos. É importante limpar a sujeira causada pelos vazamentos e bloquear os pontos em que eles estão ocorrendo, além de completar o nível do óleo desses itens;
– Os pneus são responsáveis pela qualidade do serviço e pela segurança de quem conduz. É indispensável realizar a calibragem constante e a sua troca quando as garras de tração atingirem a altura mínima.